Crítica de "O Cheiro Do Ouro": Vale a Pena Assistir?

"O Cheiro do Ouro" é o mais novo filme francês da Netflix, que conta a história de Daniel. Ele se vê obrigado a ingressar em uma empresa que não gosta por pura necessidade e tem a ideia de traficar os perfumes presentes nessa empresa.

"O Cheiro do Ouro" é uma história imprevisível que se desenrola ao longo do filme. As atuações são satisfatórias, sem momentos que deixem o espectador insatisfeito. Retomando a história, ela é simples, porém consegue despertar o interesse e prender o espectador no filme. Há reviravoltas interessantes que podem surpreender o público, e mesmo as cenas que não são de ação conseguem causar eletricidade.

O filme tem seus defeitos, assim como qualquer outro, e infelizmente esses defeitos são consideráveis. Um deles é o pouco tempo de tela dedicado a personagens extremamente importantes. Isso afeta significativamente o filme, podendo até mesmo confundir o espectador, pois ele pode não se lembrar sequer do rosto desses personagens. Isso também afeta a história como um todo, uma vez que a falta de desenvolvimento adequado desses personagens importantes deixa o público confuso e até perdido. Outro defeito que para muitos pode não ser um problema, mas que o considero um, é a falta de uma identidade visual distinta. Há o que eu chamo de "Padrão Netflix", com cenários, figurinos, métodos de gravação e outros elementos que se repetem em uma grande parte dos filmes presentes na plataforma. Infelizmente, esse padrão também se faz presente aqui. Vale ressaltar que o filme também é bastante conveniente, com ocorrências improváveis que facilitam o roteiro.

Em resumo, "O Cheiro do Ouro" é um bom filme que merece seu tempo, principalmente se você deseja conhecer um pouco mais do cinema francês. No entanto, ao assisti-lo, é preciso relevar as conveniências apresentadas.

Nota: 5.8/10

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